quarta-feira, 15 de setembro de 2010

AGORA SOU MESTRE EM MEIO AMBIENTE - DEFESA DE DISSERTAÇÃO DIA 10 DE SETEMBRO DE 2010

RÔMULO PERENTONI AMORIM, agora mestre em meio ambiente. Defendi minha dissertação dia 10 de setembro.


TÍTULO

“GESTÃO AMBIENTAL PÚBLICA URBANA PARA PEQUENOS MUNICIPIOS DO LESTE DE MINAS GERAIS. ESTUDO DE CASO DA CIDADE DE TARUMIRIM.

TARUMIRIM. REALIDADE AMBIENTAL

Através dos anos nunca se conseguiu pensar um modelo de desenvolvimento para a região do leste de Minas Gerais. Topografia acidentada mata atlântica devastada e em conseqüência disto, morte dos animais e diminuição rápida e progressiva dos recursos hídricos.


Em comparação com o passado, é impossível negar os avanços obtidos na comodidade para se viver. Mas como este processo tem custado caro! Em pouco mais de trinta anos, as matas, os animais, os rios desapareceram. As áreas rurais esvaziaram-se, os que ficaram foram aposentados e quem ainda não conseguiu sair; em certos lugares do município de Tarumirim, tem-se a impressão de se estar no sertão do estado da Bahia. Aridez, secura, paisagem desgraçadamente devastada.

A verdade é que poucos têm a sensibilidade para perceber e se dar conta que estamos vivendo o fim de um ciclo que se iniciou em 1573 com o início da conquista do rio Doce por Fernandes Tourinho. Desde a década de 1960 a região de Tarumirim sofre de um esvaziamento contínuo de população e renda, que nenhum discurso em época de eleição pode negar, uma vez que é comprovado por números do IBGE. Primeiro foram às matas, depois os animais e agora é a vez da água e da calcinação das terras com o fogo das sempre presentes queimadas. Retratos de uma realidade certa.

Mas quem se importa?

A verdade é que o preço do tão sonhado progresso que não chegou aqui - pelo menos para todos – e que esta sendo pago no passar das décadas foi alto demais.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O UNIVERSO DO TUDO PODE

A ordem é: “Não podemos perder votos!”. Dentro desta estratégia de garantir sempre o acesso ao poder e não contrariar interesses privados em detrimento às necessidades de todos, vive-se a realidade do “Laissez-faire” (Liberalismo) na maioria dos pequenos municípios. Seguindo a ordem desta lógica de uma maneira ou de outra todos perdem, principalmente a natureza e os mais pobres em recursos financeiros.


Nossas cidades em geral foram habitadas sem nenhum planejamento, até porque planejamento é uma palavra sem muito sentido no dicionário da administração pública na maioria dos pequenos municípios. Em conseqüência disto, andando pelas ruas destas cidades pode-se ver de tudo um pouco. Construções dentro ou em cima do que antes eram córregos, casas dependuradas nas beiradas dos morros, abertura de lotes em barrancos sem nenhum parâmetro de engenharia etc, tudo isto já consolidado. Podem-se perceber também muitos outros absurdos; terra colocada no meio da rua em qualquer dia e hora, praças e áreas de lazer ocupadas com os conhecidos trailers de lanches, interdição completa de ruas para eventos particulares e tantas atos que neste este espaço não comportaria descrever. O que é público e o que é privado perde completamente o significado, e o pior é que muitos de nos julga estes atos como normais.

Outra questão voltando ao de sempre, é o porquê excluindo a desculpa da falta de recursos de não se tratar corretamente o lixo, o esgoto, os animais soltos nas ruas, a poluição visual, sonora, as queimadas, o corte indiscriminado de árvores e muitas outras agressões ao ambiente. A conseqüência de tudo isto, de tanto liberalismo exacerbado como o da ordenação das nossas cidades podem ser vistos nos hospitais, postos de saúde e farmácias. Todos sempre lotados e operacionalmente no limite extremo de sua capacidade. Nada é por acaso! Tempo seco, ambiente insalubre, excesso de vírus da gripe e muitos outros “probleminhas” que aparecem.

O certo mesmo é que não é por falta de informações que as “coisas” não acontecem, até porque não faltam meios para se acessar estas informações.

A ordem é “Não podemos perder votos!”.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

DENUNCIE QUEIMADAS E OUTROS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE

POLÍCIA AMBIENTAL DE GOVERNADOR VALADARES
(033) 3279-4250

MINISTÉRIO PÚBLICO
FORUM JOÃO DE ANDRADE
PROMOTOR DE JUSTIÇA - PROCURADOR DO MEIO AMBIENTE
(033) 3233 - 1293

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

domingo, 8 de agosto de 2010

MEIO AMBIENTE DOS POBRES

A percepção da realidade em que se vive é termômetro das tensões sociais e possível perspectivas de mudanças desta mesma realidade.


Quanto menor o conhecimento de outros modos de se viver, maiores serão as chances de prevalência dos atos absurdos praticados contra a natureza e conseqüentemente contra a vida.

Cada País, Estado e Cidade, assim como possui distintas paisagens e ecossistemas, possuem distintas maneiras de se relacionar com elas. A cultura, o costume e não só, determina grande parte da dinâmica desta relação. Mas, um atenuador de possíveis exageros é o conhecimento e a lei. Não necessariamente nesta ordem.

A conseqüência de toda esta dinâmica relacional reflete diretamente na saúde e conseqüentemente na vida e morte das populações. Como sempre acontece no reino animal, os mais frágeis e fracos da sociedade e que sofrem as maiores conseqüências.

O Estado, ente coordenador da sociedade moderna, entra nesta história para dirimir conflitos e aplainar desigualdades. Para isto, este, dita regras e estabelece órgãos subjacentes para controlar os desvios de comportamento. Pronto! Nascem daí os grandes conflitos e contradições.

O Estado, principalmente no Brasil, muitas das vezes se confunde com as pessoas que estão com o seu poder. As leis se transformam em “letra morta” e as estratégias necessárias para se manter este poder é que na verdade passam a ditar os caminhos a serem seguidos. Neste ínterim, quem mais sofre são os pobres em recursos financeiros e em educação. Como este sofre também as conseqüências, o seu meio ambiente. Mais especificamente a água, a habitação, o lazer e principalmente a educação.

Portanto é inócuo, inocente e conveniente falar em meio ambiente apenas como plantio de árvores e em temas transversais para serem tratados nas escolas. Falando em parábola, e parafraseando o dito popular: “enquanto as piranhas comem o boi e os bobos românticos se amarram em árvores, a manada atravessa o rio desviando recursos, jogando esgoto nos córregos, lixo nos lixões, e abrindo lotes nos altos dos morros e em áreas de risco”.

Quem puder ouvir ouça!

TARUMIRIM. VIVENDO NA BEIRA DO ABISMO!

A região onde está localizado o município de Tarumirim até meados dos anos de 1920, era local de terras férteis, clima ameno e úmido. Existia um rural selvagem e começava-se a instalar o rural bucólico, com casinhas de sapé e paredes de tijolos de burro, hoje ainda cantado em modas sertanejas e existente na imaginação de muitos que ainda dormem.


Doenças existiam e pobreza também, mas esta era menor, porque não existia muito para se comprar e acima de tudo havia também amizade verdadeira de quem dependia muito de seu vizinho. Este sentimento era alimentado quase todas as tardes, quando muitos se reuniam nas portas das casas e nas vendinhas. As comadres com seus terços, linhas e crendices e os compadres armados dos seus causos, inspirados daquilo que se passava na lida do seu dia a dia.

Tudo isto ficou esquecido, em um passado que embora não muito longe se tornou muito distante e apagado. A representação do sentimento e dinâmica do que hoje existe, assim como no passado reflete bem as paisagens naturais que se tem.

As novelas transmitidas pela TV calaram as conversas e hoje o que se ouve é um monologo de uma cultura importada e vazia que doutrina os corações das donas de casa e não só. As comadres se extinguiram, no lugar restou uma relação de compadrio vazia, que muitas das vezes se estabelece e termina entre a porta de entrada e saída da igreja.

Os homens também já não contam causos, discutem mesmo é sobre emoções que não são suas, de fatos principalmente de política partidária e de futebol. Tudo isto, sempre embalado ao som de canções como, “beber cair e levantar”. Os filhos já não se deitam as nove, pelo contrário saem as dez, entoando mantras violentos e sacudindo com o “rebolation”.

“O ser humano transforma o meio em que vive, mas sofre as transformações deste mesmo meio que adulterou”!.

As origens das doenças, da infelicidade, da depressão, do sentimento que vivemos hoje de fim de festa, é conseqüência do caus ambiental que aqui se instalou.

A mensagem positiva, é que ainda existe tempo para o resgate!

Deus, o senhor da história, nós da sempre a oportunidade de reparar os nossos erros. O primeiro passo é reconhecer que pecamos contra ele, pecando contra suas obras. O seguinte é quem sabe, através de gestos simples como ser mais amigo, separar o lixo, consumir menos coisas, plantar mais árvores, novamente voltar a ter a esperança de reconstruir um futuro melhor. Porque do jeito que está, não só nosso município e região, mas nos mesmos caminhamos a passos largos para a extinção.

domingo, 1 de agosto de 2010

CASA CONSTRUIDA COM GARRAFAS PET EM TARUMIRIM RECEBE MUITAS VISITAS - RÔMULO AMORIM

A CASA É UM PRESENTE DE RÔMULO AMORIM E EQUIPE PARA TARUMIRIM.
OS RECURSOS NATURAIS SÃO FINITOS, O PLANETA NÃO AGUENTA MAIS TANTO CONSUMO E DESCASO.